Você conhece o Felkopf?

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Para mim, uma surpresa. Descoberta por acaso. Foi conversando na semana passada com a chefe do Departamento de Turismo da Prefeitura de Morro Reuter, Vera Schneider, que soube que o município, digamos assim, rebatizou o que muitos conhecem até hoje como Morro da Embratel para Morro Felkopf. Isso mesmo: um nome bem germânico.

A expressão alemã Felkopf, significa no “português nosso de cada dia”, cabeça de rocha. E faz jus às características do “antigo Morro da Embratel”. Distante pouco menos de 2 quilômetros do Centro de Morro Reuter, a elevação, está situada sob um platô de rocha basalto a 700 metros acima do nível do mar e faz parte das montanhas que formam a Serra Geral.

Inclusive é possível ver a rocha sobressaindo na paisagem do topo, como nesta foto acima.

Segundo Vera, a mudança foi feita há pouco mais de um ano, no começo de 2009, com a meta de dissociar o ponto turístico da marca da Embratel e também de identificá-la melhor com a origem da população de Morro Reuter, formada a partir de colonizadores alemães, que se estabeleceram na área da Colônia São Leopoldo, no ano de 1824.

Do topo é possível ter uma bela e ampla visão do Vale do Sinos.

Em Blumenau, no Vale do Itajaí, norte de Santa Catarina, terra também colonizada por alemães, há um morro com nome parecido.

É o Morro do Spitzkopf, situado ao sul de Blumenau, numa área muito de mata atlântica muito bem intocada, protegida sob o “guarda-chuva” do Parque do Spitzkopf, um dos pontos turísticos blumenauenses. A beleza do lugar já pode ser notada antes de mesmo de se encarar o pico.

Aliás, Spitzkopf quer dizer cabeça pontuda. E é exatamente na extremidade que está um dos pontos mais altos daquela região. São 900 metros acima do nível do mar. Está acima apenas do Morro do Baú, em Ilhota, com 819 metros. Aquele mesmo que protagonizou uma série de deslizamentos de terra em novembro de 2008, por causa das fortes chuvas no leste catarinense.

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