Rio dos Sinos eternizado no papel

Já tive a oportunidade de conhecer o Rio dos Sinos a partir de outros ângulos. Foi em 2008, durante as 6 horas em que estive a bordo do barco Martim Pescador, no trecho em São Leopoldo e Porto Alegre. Do passeio, notei muitas peculiaridades: a poluição, a população ribeirinha e os resquícios do ambiente original, que ainda resiste ao crescimento urbano da Grande Porto Alegre.

O colega da rádio ABC 900 AM, jornalista hamburguense Martin Behrend, e o fotógrafo leopoldense Guto Maahs são os executores de um trabalho que certamente servirá de referência para as futuras gerações. A dupla apresenta ao público, nesta terça-feira, às 19h30, na Fundação Ernesto Frederico Scheffel, em Novo Hamburgo, o livro Rio dos Sinos – O Sinuoso do Sul do Brasil. É um convite ao universo que abrange o nosso principal manancial. Um passeio sem sair de casa.

Uma obra para mostrar à população outra face do Rio dos Sinos. Para apresentar um lado pouco visto do rio, conhecido pela catástrofe ambiental que levou a morte de quase 100 toneladas de peixes em outubro de 2006. Os autores prometem surpreender, mostrando uma realidade diferente do rio. “Estou muito otimista pelo resultado alcançado, porque as pessoas não fazem idéia das belezas que elas têm perto de casa”, revela Behrend, responsável pelos textos da publicação.

O lixo jogado no rio pela população também contribuiu para a tragédia que ganhou repercussão nacional. O livro deve ser utilizado como ferramenta de conscientização. “Acredito que ele possa servir para que as pessoas consigam se perceber como responsáveis pelo rio”, esclarece Maahs, autor das imagens que ilustram o título.

Rio dos Sinos

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Ele nasce no Caraá, passa por várias cidades dos Vales do Paranhana e Sinos, até desaguar no Guaíba. São 190 quilômetros de percurso. Fonte de riquezas e desenvolvimento, atraiu colonizadores que ajudaram a construir o Rio Grande do Sul. Há historiadores que defendem o nome Sinos referindo-se às sinuosas curvas do rio. Derivaria do latim Sinus (sinuoso). Uma versão ligada à religião tem supostos sinos dos jesuítas encontrados nas águas.

A sua importância econômica para o Vale do Sinos deu nome a região. De acordo com o Conselho Regional de Desenvolvimento, o Vale é composto por 20 cidades e mais de 1,3 milhão de habitantes, o que representa 12% da população gaúcha. São mais de 1,3 mil quilômetros quadrados abastecidos pelo rio. A população é formada principalmente por imigrantes alemães.

O livro

São 180 páginas, com cerca de 200 imagens, que revelam as peculiaridades do Rio dos Sinos. A obra foi produzida em aproximadamente um ano e envolveu uma pesquisa realizada pela Universidade Feevale. A publicação será comercializada ao valor R$ 60,00. Cartão do Assinante Jornal NH tem desconto, paga R$ 50,00.

O Ministério da Cultura é o financiador, com base na Lei Rouanet, e o patrocínio exclusivo é do Consórcio Nova Via, que executa a extensão da Linha 1 do Trensurb de São Leopoldo à Novo Hamburgo. Projeto e edição são da Um Cultural.

*Com informações da Um Cultural

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