Assim se faz um gremista #Grêmio107

Hoje é um dia especial. Esta quarta-feira, de céu azul aqui no Rio Grande do Sul, 15 de setembro de 2010, é aniversário do Grêmio Foot-ball Portoalegrense. Sou jornalista, mas não faço questão de esconder de ninguém que sou gremista desde pequeno, por influência dos Zanin, a parte gaúcha deste catarinense nato.

A família Zanin herdei pela minha mãe. Sangue italiano, meu bisavô, o vovô Silvio, veio da Itália ainda pequeno, acompanhado dos pais. Eles desembarcaram em Santos (SP), passaram um período colhendo café em Jaú (SP) e na sequência, chegaram aqui no Rio Grande do Sul em 1920, depois de uma longa viagem pela Ferrovia São Paulo-Rio Grande do Sul. Se instalaram na pequena Mato Castelhano, cidade vizinha a Passo Fundo. Depois se mudaram para a colônia Quatro Irmãos (diga-se, a mais famosa colônia judia do Estado)  e finalmente, para Erechim.

Em 2008, visitei o vô Paulo, que após ficar um tempo fora, morando em Chapecó (SC), retornou para Quatro Irmãos, que hoje é um pequeno município do norte gaúcho, com pouco mais de 2 mil habitantes. Foi um reencontro muito legal. Uma vez que ele e minha vó, a Dona Maria, são divorciados. A Dona Maria segue morando em Erechim e a vejo sempre com mais frequência. Vou para lá desde os 6 meses de idade. Quando tinha uns 10 anos, eu passava meses aqui no Rio Grande do Sul. Por isso o costume do chimarrão, churrasco e futebol, entre outras coisas.

Então, naquela tarde de julho de 2008, ouvi as histórias do meu avô e matei saudade dos velhos tempos, de quando eu era pequeno. Quando cheguei na nova casa dele, acompanhado do tio Gerson, irmão de minha mãe, notei vários quadros com fotos do Grêmio, inclusive aqueles com as conquistas da Libertadores, do Mundial de 83. Logo, a pauta da conversa foi o tricolor, a paixão dele, a minha. A da família. Paulo Zanin, morou também por alguns anos em Osório e em Porto Alegre, onde estudou na Academia de Polícia, para ser investigador. “Quando eu estudava em Porto Alegre, morei na Azenha. Não perdia um jogo. Quando tinha tempo sobrando, ia ver os treinos no Olímpico”, relatava, mostrando a paixão que tem pelo time mais aguerrido do sul.

Achei aquilo tudo – as fotos, as histórias, os fatos narrados – muito bonitos. Senti ainda mais orgulho de ser gremista, de ter uma família praticamente tricolor (tios, tias, primos e primas, mãe, mana e até o pai). Sim, porque ser gremista é uma tradição de família.

Gravação
Para fechar esta pequena história de como nasceu um gremista, aproveito para mostrar aqui uma raridade. Uma gravação que tenho do Humberto Gessinger, líder do Engenheiros do Hawaii, um dos mais ilustres torcedores, dando entrevista em algum programa de tevê ou rádio e cantando a bela canção criada por Lupicínio Rodrigues. Também tem um comentário que retrata bem a paixão do gremista pelo seu time: “O gremista é isso mesmo: vai atrás do Grêmio até mesmo no inferno”. Quem souber quando e onde ocorreu o original, por favor, informe ao blogueiro.

Ouça aqui: Humberto Gessinger – Até a pé nós iremos…

#Grêmio107

Este post soma junto a outras declarações de parabéns ao clube no Twitter.

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10 Respostas

  1. Mesmo com toda a família colorada tenho orgulho de ser gremista! http://bit.ly/aTf4Vh #gremio107

  2. Quem quiser ler, recomendo: Assim se faz um gremista http://bit.ly/aTf4Vh #gremio107

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  5. Baaaita post, muito lindo! RT @gabrielzguedes @antenatricolor Assim se faz um gremista #Grêmio107 http://bit.ly/aTf4Vh

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