A experiência de visitar o sul de Santa Catarina voando

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Apenas dois voos | Deserto | Embarque | A viagem, de fato |
A pergunta que todos fazem: vale a pena?

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É assim que começa este post. Quer dizer, praticamente uma reportagem. De férias entre os dias 20 de junho e 5 de julho, com disposição, um pouco de dinheiro e um punhado de compromissos, resolvi no dia 27 de junho voltar para Porto Alegre (POA) de uma visita que fiz para minha família em Tubarão voando. É, isso mesmo, de avião. Mas Tubarão não tem aeroporto, e agora? Me dirigi ao aeroporto mais próximo: o Diomício de Freitas, conhecido para alguns como o Aeroporto de Criciúma, mas que fica em Forquilhinha, identificado pela sigla CCM.

Fachada

A brincadeira de minha colega jornalista Cintia Teixeira, de Tubarão, de fato, corresponde bem a realidade. Acho que entro para o time dos poucos que usam o terminal “carvoeiro”. Até então, eu também só conhecia uma pessoa. Meu pai, que na década de 90 fez alguns voos para São Paulo e Brasília a partir de Criciúma. Naquela época, a TAM ainda voava em CCM com aeronaves próprias. Eram jatos Fokker 100, o que era que se tinha de mais moderno para aeroportos de médio porte. Inclusive tinha linha diária para Florianópolis (FLN).

Apesar do aumento ano após ano no número de aeronaves que utilizam o aeroporto, que em 2009 foi de 2.574, 2. 377 em 2008 e de 1.660 em 2007, o fato é que o número de passageiros caiu bastante desde 2007, quando 13.714 pessoas utilizaram o terminal. Em 2008, foram apenas 9.082 usuários. Em 2009 houve uma leve recuperação e o ano fechou com 9.873 usuários. Os dados são os mais recentes divulgados pela Infraero.

Apenas dois voos
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Bilhete Painel

Uma das razões para o pouco movimento está na oferta de voos. Tradicionalmente, CCM sempre teve voos para São Paulo e Florianópolis. Para Porto Alegre, nunca. Mas essa lógica mudou há alguns anos. Hoje apenas a Trip atende o aeroporto, que atualmente não tem linha para a capital catarinense. Há apenas uma linha, com os voos 5645 e 5644, compartilhada com a TAM, que parte cinco vezes por semana de Porto Alegre, às 14h17, faz escala em CCM, às 15h05, e Joinville (JOI) e segue para São Paulo/Guarulhos (GRU), chegando às 18h15. E a volta desta linha, que parte de GRU às 8h25, pousa em Criciúma às 11h20, parte às 11h40 e chega em POA às 12h35. Não há voos nos sábados e domingos. E foi o trecho CCM-POA que percorri numa aeronave ATR 42-500, turbohélice, sem o glamour do jato, em que viajam 48 pessoas, numa velocidade de 470 km/h a uma altitude máxima de 7.620 metros.

A outra razão está na acessibilidade ao aeroporto. Sem a possibilidade de meu pai me levar no local, que fica distante 54 km de Tubarão, tive que pegar o ônibus Santo Anjo das 7h30 até Criciúma. A passagem me custou R$ 14. Da rodoviária, contei com a carona de um primo meu. Mas se não tivesse essa colaboração, teria ido de táxi e gasto, acredito, uns 30… 40 reais, pois são mais uns 8 quilômetros até o terminal. Estudei até mesmo a possibilidade de pegar um ônibus até a Unesc e de lá, um táxi até o aeroporto. Minha intenção, claro, se meu pai tivesse me levado, era ter aproveitado a manhã em Tubarão, até umas 9 horas, ficando mais tempo com minha família.

4 Respostas

  1. A experiência de visitar o sul de Santa Catarina voando http://bit.ly/pKFfN9

  2. Agora sim! Curti o post, querido, acho incrível que se leva quase tanto tempo (de Tubarão) pra chegar a Crici qto de Crici para POA, by avião. Valeu a dica, na próxima, vou dispensar a direção “ofensiva’ do sogrão e me ver livre da 101.

  3. Há, bacana! Só faltou aquela observação que vc fez pelo Twitter: um comparativo com os valores (bus x avião), até POA – eu, particularmente, sempre fico impressionada. Ônibus pra que, não é mesmo?

    • gabriel.guedes

      Oi Cintia, o que você procura está na última página do post. Obrigado pela visita!